Cape Verde Travel Guide

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Caminhadas em Cabo Verde: Melhores Ilhas e Trilhos

Se as caminhadas são uma das razões pelas quais viaja, Cabo Verde pede um itinerário diferente daquele que se constrói em torno das praias.

Nas ilhas mais montanhosas, antigos caminhos empedrados atravessam cumes, descem para vales cultivados e ligam povoações em terrenos onde poucos quilómetros podem implicar grandes diferenças de altitude. Uma manhã pode começar junto a uma cratera vulcânica e terminar entre socalcos de cana-de-açúcar e bananeiras. Noutras ilhas, o objectivo pode ser alcançar um cume a 2.829 metros, percorrer uma crista montanhosa em Santiago ou caminhar por uma ilha que recebe relativamente poucos visitantes.

As melhores opções para caminhadas concentram-se em Santo Antão, Fogo, Santiago, São Nicolau e Brava, mas cada uma encaixa num tipo de viagem diferente.

Santo Antão tem variedade suficiente para justificar vários dias quase inteiramente dedicados a caminhar. O Fogo pode entrar num itinerário por causa de uma única subida emblemática. Santiago combina melhor com história, cidades e praias. São Nicolau oferece caminhadas de montanha com menos visitantes, enquanto a Brava acrescenta outro nível de isolamento.

Os acessos também contam. Santo Antão não tem aeroporto. Santiago tem. Fogo e São Nicolau dispõem de ligações aéreas domésticas, enquanto a Brava, tal como Santo Antão, só pode ser alcançada por mar. Numa viagem de apenas uma semana, estas diferenças podem pesar tanto na decisão como os próprios trilhos.

Caminhadas em Cabo Verde: resumo rápido

IlhaMelhor paraCaminhadas representativasAcesso
Santo AntãoViagem centrada em caminhadasCova–Paul, Ponta do Sol–Cruzinha, Ribeira da TorreFerry via São Vicente
FogoCaminhadas vulcânicasPico do Fogo, Chã das CaldeirasVoo doméstico ou ferry
SantiagoCaminhadas numa viagem mais variadaSerra Malagueta, Pico da Antónia / Rui VazAeroporto internacional
São NicolauCaminhadas de montanha mais tranquilasMonte Gordo, Juncalinho, Morro AltoAeródromo regional + ferry
BravaCaminhadas numa ilha remotaFajã d’Água, Pico das Fontaínhas, Furna–VinagreApenas por ferry

Se pretende dedicar grande parte das férias a caminhar, Santo Antão é o ponto de partida natural. Se as caminhadas forem apenas uma componente da viagem, a escolha torna-se menos óbvia.

Sao Nicolau Island tour

Cabo Verde é um bom destino para caminhadas?

As melhores caminhadas de Cabo Verde têm pouco em comum com redes de trilhos planos, uniformemente sinalizados e criados especificamente para turismo pedestre.

Muitos percursos atravessam paisagens onde se continua a trabalhar e a viver.

Um caminho pode atravessar socalcos agrícolas, entrar numa povoação, seguir uma antiga calçada ou descer por terrenos ainda utilizados para cultivar banana, cana-de-açúcar, café, milho e outros produtos. Nos percursos costeiros, as aldeias e o Atlântico podem acompanhar grande parte da caminhada.

Isso dá às caminhadas em Cabo Verde uma característica própria: a paisagem e a vida quotidiana ocupam frequentemente o mesmo percurso.

As ilhas mais montanhosas recebem também mais precipitação do que ilhas mais planas como o Sal e a Boa Vista, contribuindo para os vales mais verdes associados a Santo Antão, Santiago, São Nicolau, Fogo e Brava.

A infraestrutura dos trilhos é irregular.

Alguns percursos conhecidos são relativamente simples para caminhantes experientes e autónomos. Outros têm sinalização limitada, vários caminhos que atravessam áreas habitadas ou cultivadas, zonas expostas ou pontos de início difíceis de alcançar sem transporte previamente organizado.

A dificuldade também deve ser avaliada pelo terreno, e não apenas pela distância. Longas descidas em pedra podem ser exigentes para os joelhos. A escória vulcânica muda completamente o esforço de uma subida. Um percurso curto com muito desnível pode ser mais difícil do que uma caminhada consideravelmente mais longa por um vale.

Santo Antão: a melhor ilha para uma viagem centrada em caminhadas

Santo Antão reúne a maior concentração e variedade de caminhadas exigentes de Cabo Verde.

Vales profundos cortam as montanhas do norte e nordeste. Os socalcos sobem pelas encostas no Paul e em Ribeira da Torre. Caminhos costeiros ligam povoações acima do Atlântico, enquanto o sul e o oeste da ilha apresentam paisagens muito mais secas.

O resultado não é apenas uma colecção de bons trilhos. É uma ilha onde vários dias consecutivos de caminhada podem proporcionar experiências genuinamente diferentes.

Entre os percursos mais conhecidos encontram-se Cova–Paul, Cruzinha–Ponta do Sol, Ribeira da Torre–Corda, Ponta do Sol–Cruzinha e Tarrafal–Monte Trigo.

Cova e Vale do Paul

A zona da Cova e do Paul é uma excelente introdução a Santo Antão porque reúne, numa única caminhada, várias das paisagens que definem a ilha.

No alto da montanha, a Cova é uma cratera vulcânica cujo interior é hoje cultivado. A partir da borda da cratera, os caminhos descem em direcção ao Paul, atravessando encostas acentuadas, povoações e socalcos agrícolas.

À medida que se perde altitude, a paisagem torna-se progressivamente mais verde.

Bananeiras, cana-de-açúcar e outras culturas tornam-se mais presentes, aparecem casas entre os campos e o percurso entra num vale moldado tanto pela geologia vulcânica como por gerações de agricultura.

É também um dos locais onde um guia pode acrescentar muito mais do que orientação. Sem contexto, vemos socalcos e plantações. Com alguém local, esses mesmos elementos passam a fazer parte da economia da ilha, da utilização da água e de tradições como a produção de grogue a partir da cana-de-açúcar.

A descida pode ser longa. Várias horas a descer sobre calçada e pedra podem tornar-se cansativas, sobretudo para os joelhos.

Ponta do Sol, Fontainhas e Cruzinha

Os percursos da costa norte oferecem um dia completamente diferente.

O caminho entre Ponta do Sol e Cruzinha, atravessando a paisagem costeira associada a Fontainhas e outras pequenas povoações, segue terreno montanhoso onde o Atlântico permanece constantemente presente.

Há zonas em que a encosta cai de forma abrupta em direcção ao mar e aldeias ocupam terrenos que, vistos do outro lado do vale, parecem quase inacessíveis.

Não é essencialmente uma caminhada para atingir um cume. O interesse está em atravessar a paisagem a pé: o antigo caminho, as povoações, as parcelas agrícolas, as falésias e as sucessivas perspectivas sobre a costa.

O percurso é também mais exposto do que os vales interiores protegidos. Quem se sente particularmente desconfortável com alturas deve ter esse factor em conta ao escolher as caminhadas.

Ribeira da Torre e o interior montanhoso

Ribeira da Torre introduz outra geografia de Santo Antão.

O vale é cercado por paredes rochosas íngremes e contém socalcos cultivados e povoações sob cristas montanhosas mais elevadas. Algumas caminhadas mantêm-se no próprio vale; outras sobem em direcção a zonas como Corda.

O percurso Ribeira da Torre–Corda está entre as caminhadas mais exigentes da ilha.

É esta variedade que dá profundidade a Santo Antão.

Quem passa quatro ou cinco dias a caminhar na ilha não precisa de repetir diferentes versões de Cova–Paul. Os percursos podem ser escolhidos em função da subida, descida, exposição, paisagem costeira ou vales agrícolas.

Uma caminhada mostra Santo Antão. Várias caminhadas mostram como Santo Antão pode ser diferente.

Como chegar a Santo Antão

Santo Antão não tem aeroporto em funcionamento.

Para a maioria dos visitantes internacionais, a solução prática é voar para São Vicente, deslocar-se até ao porto do Mindelo e apanhar o ferry para Porto Novo. As ligações marítimas entre São Vicente e Santo Antão são regulares e algumas travessias demoram menos de uma hora.

Esta ligação adicional deve fazer parte do itinerário desde o início.

Se tem apenas três noites em Cabo Verde, a deslocação até Santo Antão pode consumir demasiado tempo da viagem. Se as caminhadas são uma das principais razões para viajar, passar várias noites na ilha justifica facilmente o transfer.

São Vicente e Santo Antão também formam uma combinação natural: o Mindelo oferece cultura, restaurantes e um aeroporto internacional, enquanto a maioria das caminhadas mais exigentes acontece do outro lado do canal.

Fogo: caminhadas numa paisagem vulcânica activa

No Fogo, as caminhadas concentram-se numa paisagem muito mais específica.

O Pico do Fogo atinge 2.829 metros, sendo o ponto mais alto de Cabo Verde, e ergue-se sobre Chã das Caldeiras no interior da grande paisagem vulcânica da ilha.

Lava negra, cinzas vulcânicas, vinhas e povoações coexistem dentro e em redor da caldeira.

Uma viagem de caminhadas ao Fogo pode, por isso, ser organizada em torno de um grande desafio físico ou de percursos mais fáceis que permitem explorar o ambiente vulcânico sem alcançar o cume.

Pico do Fogo

A subida ao Pico do Fogo é uma das caminhadas mais exigentes e conhecidas de Cabo Verde.

A caminhada até ao cume demora normalmente cerca de quatro a seis horas, dependendo da condição física, embora a duração varie consoante o ritmo e a forma como se contabilizam subida e descida.

O terreno faz parte da dificuldade.

Não se trata de uma subida gradual através de um vale fértil. O declive é acentuado, o piso vulcânico pode ser solto e a altitude aumenta o esforço físico.

Um guia de montanha local deve fazer parte do plano. A informação turística oficial indica acompanhamento por guia local para a subida e assinala que os percursos do Pico do Fogo e da Bordeira não têm sinalização.

A preparação, dificuldade, contratação de guia e o que esperar da subida serão tratados em detalhe num artigo dedicado ao Pico do Fogo.

Chã das Caldeiras sem subir ao cume

Não é necessário chegar ao ponto mais alto de Cabo Verde para que valha a pena caminhar no Fogo.

Um percurso circular por Chã das Caldeiras permite conhecer campos de lava, a caldeira, agricultura vulcânica e povoações com um esforço bastante inferior ao da subida ao cume.

Isto é particularmente útil em grupos com diferentes níveis de condição física.

Uma pessoa pode querer subir ao Pico do Fogo enquanto outra prefere explorar a caldeira, compreender a paisagem e conhecer a forma como vinhas e outras culturas se desenvolvem em solo vulcânico.

Como chegar ao Fogo

O Fogo tem um aeródromo regional em São Filipe, com ligações domésticas, incluindo voos a partir de Santiago. A ilha também está ligada por ferry.

Isso torna o Fogo relativamente fácil de inserir em determinados itinerários, sobretudo quando Santiago já faz parte da viagem.

Chegar à ilha é, no entanto, apenas a primeira parte da logística. Um plano de caminhada exige ainda transporte até Chã das Caldeiras e, no caso da subida ao cume, articulação com um guia.

Santiago: caminhadas sem transformar toda a viagem numa viagem de trekking

Santiago é especialmente interessante quando quer fazer caminhadas de montanha a sério, mas não pretende que todos os dias da viagem girem em torno de trilhos.

Na mesma ilha encontram-se Praia, Cidade Velha, regiões agrícolas, paisagens montanhosas e Tarrafal, no norte.

Uma estadia de quatro ou cinco noites pode, assim, incluir um verdadeiro dia de caminhada na montanha sem abdicar da história, das cidades, dos mercados ou de algum tempo junto ao mar.

Entre as principais áreas de caminhada encontram-se Pico da Antónia, Serra Malagueta, Ribeira da Barca e Calheta de São Miguel.

Serra Malagueta

O Parque Natural da Serra Malagueta é uma das principais zonas montanhosas de Santiago.

Cristas e vales atravessam uma paisagem elevada onde a vegetação e a agricultura variam com a altitude.

Existem vários percursos possíveis, pelo que uma visita não depende de completar um único trilho famoso.

Essa flexibilidade é útil num itinerário mais amplo pela ilha. Um dia de caminhada pode ser incluído numa deslocação entre as zonas central ou sul de Santiago e Tarrafal, no norte.

Pico da Antónia e Rui Vaz

O Pico da Antónia é o ponto mais alto de Santiago, e Rui Vaz dá acesso a uma zona mais elevada e verde da ilha.

A região oferece um Cabo Verde muito diferente da Praia ou das localidades costeiras: estradas de montanha, terrenos cultivados e vistas de altitude substituem o ambiente urbano mais denso da capital.

É possível passar um dia a caminhar nesta zona, dedicar outro a Cidade Velha e depois continuar para norte em direcção a Tarrafal.

É este padrão de viagem que explica melhor o lugar de Santiago num guia de caminhadas do que uma comparação directa entre um trilho específico e Santo Antão.

Como chegar a Santiago

Santiago tem o Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Praia, e é um dos principais centros de transporte de Cabo Verde.

Para quem dispõe de pouco tempo, essa simplicidade é relevante.

Quem aterra directamente em Santiago pode acrescentar caminhadas de montanha sem perder outro dia numa ligação entre ilhas. Numa viagem em que caminhar é importante, mas não domina todo o itinerário, isso pode compensar a maior variedade de trilhos existente noutras ilhas.

São Nicolau: caminhadas de montanha com menos visitantes

São Nicolau tem uma paisagem de caminhadas suficientemente rica para justificar uma estadia própria.

A zona montanhosa mais conhecida é o Parque Natural do Monte Gordo, mas os trilhos estendem-se também por povoações, vales e áreas mais remotas do leste da ilha.

O Monte Gordo atinge cerca de 1.300 metros, e existem percursos em zonas como Juncalinho, Carriçal–Juncalinho, Costa Leste–Morro Alto e Travessia do Morro Alto.

Parque Natural do Monte Gordo

A paisagem montanhosa em redor do Monte Gordo é mais verde do que grande parte da ilha.

Os caminhos atravessam vegetação e terrenos elevados com vistas sobre vales e costa. A área protegida é também importante pela presença de flora nativa e endémica.

Há menos movimento do que nas zonas pedestres mais conhecidas de Santo Antão, mas isso não significa ausência de caminhadas exigentes.

A rede de percursos vai além do próprio Monte Gordo, ligando zonas como Ribeira Brava, Fajã, Cachaço, Juncalinho e sectores costeiros.

Uma estadia de alguns dias pode, portanto, sustentar mais do que uma única caminhada de montanha.

Como chegar a São Nicolau

São Nicolau tem o Aeródromo da Preguiça, com ligações aéreas domésticas, além de ligações marítimas.

Os horários merecem mais atenção do que em ilhas como Santiago ou Sal, sobretudo numa viagem curta por várias ilhas.

Na prática, São Nicolau funciona melhor quando o itinerário é organizado à volta da ilha, em vez de tentar encaixá-la entre ligações apertadas.

Brava: caminhar numa ilha pequena e remota

A Brava combina terreno íngreme, pequenas povoações e uma escala insular muito compacta.

Existem vários percursos pedestres, incluindo Nossa Senhora do Monte–Fajã d’Água, Mato Grande–Pico das Fontaínhas, Mato Grande–Chão de Aguada–Cachaço e Furna–Vinagre.

Em direcção à Fajã d’Água

Um percurso em direcção à Fajã d’Água reúne muito do que torna a Brava interessante a pé.

O interior elevado da ilha dá lugar a vales íngremes que descem em direcção à costa, com povoações distribuídas por uma paisagem concentrada numa área relativamente pequena.

A Fajã d’Água acrescenta um destino costeiro à caminhada, incluindo as piscinas naturais pelas quais a zona é conhecida.

Caminhar na Brava tem menos a ver com reunir uma lista de trilhos famosos e mais com utilizar os caminhos para explorar o interior, as povoações e a costa.

Como chegar à Brava

A Brava não tem aeroporto e só pode ser alcançada por mar, normalmente através de ligações que envolvem o Fogo ou Santiago.

A ligação com o Fogo torna-a mais lógica num itinerário pelas ilhas do sul do que numa primeira viagem muito curta a Cabo Verde.

Com apenas cinco dias no país, a logística pode pesar demasiado. Numa viagem mais lenta pelo Fogo e pelas ilhas do sul, a Brava torna-se muito mais fácil de integrar.

É possível fazer caminhadas nas outras ilhas de Cabo Verde?

Sim. A verdadeira diferença está em quanto espaço quer dar às caminhadas dentro da viagem.

São Vicente

São Vicente é particularmente útil para quem quer fazer uma boa caminhada sem dedicar vários dias ao trekking.

O Monte Verde, com 774 metros, é o ponto mais alto da ilha e a subida é íngreme e fisicamente exigente.

Existem também percursos mais curtos e caminhadas costeiras.

Como São Vicente tem aeroporto internacional e o Mindelo é um importante destino cultural, é fácil integrar um dia de caminhada numa viagem que nunca foi pensada como umas férias de trekking.

E se um dia de caminhadas se transformar em vários, Santo Antão fica do outro lado do canal.

Sal, Boa Vista e Maio

Estas ilhas oferecem caminhadas, percursos costeiros e grandes paisagens abertas, mas não têm a mesma concentração de relevo montanhoso.

Isso pode ser útil em vez de limitativo.

Uma viagem por várias ilhas pode reservar os dias fisicamente mais exigentes para Santo Antão ou Fogo e terminar com praias e caminhadas mais simples no Sal ou na Boa Vista.

Nem todas as ilhas do itinerário precisam de cumprir a mesma função.

Qual é a melhor época para fazer caminhadas em Cabo Verde?

O Turismo de Cabo Verde indica Outubro a Maio como o melhor período para caminhadas e trekking.

A estação seca, em termos gerais, estende-se de Novembro a Julho, enquanto a maior parte da precipitação ocorre entre Agosto e Outubro.

Esses períodos influenciam tanto a paisagem como o conforto durante as caminhadas.

A chuva pode tornar as ilhas montanhosas consideravelmente mais verdes, sobretudo depois do período mais húmido, mas precipitação recente também pode deixar calçadas, caminhos de terra e descidas íngremes mais escorregadios.

Em altitude, a temperatura pode ser bastante mais baixa do que junto à costa, sobretudo com vento ou nuvens sobre as montanhas.

Entre Dezembro e Fevereiro, Cabo Verde pode também ser afectado pelo Harmatão, a poeira seca proveniente do Saara, que pode reduzir a visibilidade. A intensidade varia de ano para ano.

Para um planeamento sazonal mais completo, o nosso guia sobre a Melhor Época para Visitar Cabo Verde aborda o clima com maior detalhe.

Para caminhadas, é igualmente importante confirmar as condições do percurso que pretende fazer, e não apenas olhar para a média climática do mês.

É necessário contratar um guia para fazer caminhadas em Cabo Verde?

Depende do trilho, mas há três razões diferentes para considerar um guia.

Navegação

Nem todos os trilhos de Cabo Verde têm sinalização consistente ou um único caminho evidente.

Os percursos do Pico do Fogo e da Bordeira, por exemplo, não estão sinalizados.

Noutras ilhas, os caminhos podem atravessar zonas agrícolas, dividir-se junto a povoações ou utilizar antigas rotas locais que são evidentes para quem vive ali, mas menos claras para visitantes.

Caminhantes experientes podem sentir-se perfeitamente confortáveis a percorrer alguns dos trilhos mais populares de forma autónoma. Em terreno remoto ou desconhecido, a decisão deve ser diferente.

Logística

É frequentemente a parte menos interessante da caminhada, mas uma das mais importantes.

Muitos dos melhores percursos de Cabo Verde são lineares.

Pode começar no alto da montanha e terminar, horas depois, noutro vale ou noutra localidade. Chegar ao ponto de início à hora certa e encontrar transporte no final pode exigir mais planeamento do que a própria caminhada.

Um guia, motorista ou tour organizado elimina grande parte dessa incerteza.

Também permite escolher o percurso de acordo com o tempo e as condições locais nessa manhã, em vez de ficar preso a uma decisão tomada meses antes.

Contexto local

Um bom guia de caminhada faz mais do que impedir que se engane no caminho.

No Paul ou em Ribeira da Torre, o percurso atravessa uma paisagem agrícola que continua em funcionamento. No Fogo, a geologia convive com vinhas e povoações reconstruídas em redor da actividade vulcânica. Nas aldeias da costa norte de Santo Antão, os próprios caminhos fazem parte da relação entre as comunidades e um terreno difícil.

Alguém que conhece estes locais pode explicar o que está a atravessar, em vez de apenas indicar onde virar.

Para quem já gosta de caminhar de forma autónoma, esta pode ser a melhor razão para passar pelo menos um dia acompanhado por um guia local.

Está a planear uma viagem de caminhadas em Cabo Verde?

Um bom itinerário de caminhadas depende de muito mais do que o nome do trilho.

Quantos dias quer caminhar? Sente-se confortável com descidas íngremes ou caminhos costeiros expostos? Quer que as caminhadas dominem a viagem ou um único dia de montanha será suficiente? E quanto tempo está disposto a dedicar às deslocações entre ilhas?

A nossa equipa local pode ajudar a organizar a parte prática: a ilha certa, alojamento próximo das zonas de caminhada, guias locais, transporte até ao início e a partir do final dos percursos e ligações entre ilhas.

Pode tratar-se de vários dias a caminhar por Santo Antão, uma subida guiada ao Pico do Fogo ou um itinerário mais amplo por Cabo Verde com uma ou duas caminhadas cuidadosamente escolhidas.

Explorar Caminhadas & Trilhos

Criar a Minha Viagem

O que levar para fazer caminhadas em Cabo Verde?

A maioria das caminhadas clássicas de Cabo Verde não exige equipamento de expedição.

Exige, contudo, mais preparação do que uma mala pensada apenas para praia.

Leve:

  • calçado de caminhada com boa aderência;
  • água suficiente para todo o percurso, com margem extra em zonas expostas;
  • protecção solar, incluindo protector e chapéu;
  • roupa leve e respirável;
  • uma camada mais quente ou corta-vento para zonas de altitude;
  • alimentos ou snacks quando não existem paragens garantidas;
  • informação offline sobre o percurso, se caminhar de forma autónoma;
  • algum dinheiro para transportes, cafés ou pequenas compras locais.

Os bastões de caminhada também podem ser úteis nas longas descidas empedradas de Santo Antão, mesmo para quem raramente os utiliza em terreno plano.

Na subida ao Pico do Fogo, o calçado robusto torna-se ainda mais importante devido ao declive e ao piso vulcânico.

Quanto espaço quer dar às caminhadas na sua viagem a Cabo Verde?

Esta é provavelmente a forma mais útil de escolher entre as ilhas.

As caminhadas são o principal objectivo da viagem

Comece por Santo Antão.

Uma estadia de várias noites permite combinar vales, caminhos costeiros e percursos de montanha mais exigentes sem repetir todos os dias o mesmo tipo de terreno.

A ligação adicional por ferry através de São Vicente passa a fazer parte do itinerário em vez de ser um inconveniente a reduzir.

Quer fazer uma caminhada verdadeiramente marcante

O Fogo é difícil de ignorar.

O Pico do Fogo pode justificar a deslocação à ilha mesmo numa viagem que não seja inteiramente dedicada ao trekking.

Reserve tempo suficiente para conhecer Chã das Caldeiras, em vez de tentar encaixar a subida entre ligações demasiado apertadas.

Quer um ou dois dias de caminhada numa viagem mais ampla

Santiago oferece o equilíbrio mais simples.

As caminhadas de montanha podem coexistir com Praia, Cidade Velha, Tarrafal e o resto da ilha sem exigir outra deslocação entre ilhas.

São Vicente pode desempenhar um papel semelhante, numa escala menor, se o Mindelo já fizer parte da viagem.

Prefere deliberadamente ilhas com menos caminhantes

Veja com mais atenção São Nicolau e Brava.

Ambas exigem um planeamento de itinerário mais deliberado do que Santiago, e a Brava acrescenta obrigatoriamente uma ligação marítima, mas nenhuma delas deve ser vista apenas como alternativa a Santo Antão.

São viagens diferentes.

Está a planear uma viagem de caminhadas em Cabo Verde?

Um bom itinerário de caminhadas depende de muito mais do que o nome do trilho.

Quantos dias quer caminhar? Sente-se confortável com descidas íngremes ou caminhos costeiros expostos? Quer que as caminhadas dominem a viagem ou um único dia de montanha será suficiente? E quanto tempo está disposto a dedicar às deslocações entre ilhas?

A nossa equipa local pode ajudar a organizar a parte prática: a ilha certa, alojamento próximo das zonas de caminhada, guias locais, transporte até ao início e a partir do final dos percursos e ligações entre ilhas.

Pode tratar-se de vários dias a caminhar por Santo Antão, uma subida guiada ao Pico do Fogo ou um itinerário mais amplo por Cabo Verde com uma ou duas caminhadas cuidadosamente escolhidas.

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